Domingo, 17 de Maio de 2009

Dumb America

Você estudou cultura geral, história, geografia no ensino fundamental? Pois então esqueça tudo o que lhe ensinaram!

Aprenda o correto com a nação mais desenvolvida do mundo. Aperte os cintos e embarque na máquina do saber!

É um ser humano mais culto agora? Comente!

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Sábado, 16 de Maio de 2009

Sony Annoyament Television

SET-LOGO

O canal Sony é um dos canais os quais eu mais vejo, há muitos anos. Sua programação sempre me agradou, na maioria dos casos. Porém não se pode dizer o mesmo de sua estratégia de promoção.

Lembro-me quando eles dividiam sua grade de programação em dias da semana, rotulando cada um com uma fruta: terças de limão, quintas de moranga, e por aí vai. O quão ridículo e sem nexo isso pode parecer? Tenho certeza que a equipe de criação nesta época dispunha de baixo orçamento, e consultava a Dona Lourdes, da quitanda ao lado sobre suas campanhas.

Então veio o período irritante em que promoviam os clipes musicais mais bizarros e  entediantes do momento entre seus comerciais,  repetindo-os incansavelmente durante toda a programação, criando o efeito Ludovico a cada vez que eram executados. O trauma foi tamanho, que me lembro em detalhes de muitos deles até hoje, como um em que os artistas, fantasiados de fazendeiros criavam frutas gigantes e as atiravam uns nos outros (Miranda – Perfecta), ou outro em que uma moça de voz enjoativa e cara de “Manuela D’além-mar”, da “Escolinha do Professor Raimundo” cantava engasgada enquanto se lambuzava de tinta (Regina Spektor – Fidelity).  Pura tortura!

Outra era detestável do “jabá” da Sony foi a dos making offs de campanhas publicitárias “super descoladas”, onde os gênios da propaganda e marketing de faculdades por correspondência defendiam apaixonados suas estratégias mirabolantes, na produção de campanhas para produtos que até hoje eu nunca vi no “mundo real” (destaque para os produtos de moda). Vergonha alheia – Nível Máximo!

E a repetição das propagandas e vinhetas sempre foram marca registrada do canal, te fazendo sempre o efeito contrário ao que realmente deveria fazer. O asco pela repetição é inevitável.

Agora a equipe de criação resolveu inventar essa história de “Machos de Respeito” e “Mentes Perigosas”, direcionando a programação para homens às sextas, e às mulheres às segundas.
Tudo bem separarem em blocos de gênero, a idéia não é de todo mal. Mas não contentes, criaram vinhetas repugnantes de um casal (cada um em seu respectivo bloco), com reflexões vazias dignas de revista de horóscopo, atores tipo Malhação e com apelo sexual exacerbado, sempre em trajes mínimos. Aí é que está a maior ironia: que apelo sexual teria um homem seminu, numa grade de programação intitulada “Machos de Respeito”? Chega até a ofender.

Não vou nem me aprofundar na perda de identidade do canal, que agora exibe filmes (isso mesmo, filmes!), em sua nova sessão “Espaço de humor produzido em Hollywood”, outra jogada enfadonha para justificar prováveis desfalques. Sem comentar a veiculação de séries dubladas.

Mas nem tudo que a Sony já fez é puro lixo. Confesso ter adorado a grade “PI” (fazendo alusão ao som emitido quando há censura em algum texto), exibida nas noites de terças-feiras, com atrações de humor sarcástico e agressivo, as quais eu já conhecia pela internet, como Borat, Balls of Steel, The I.T. Crowd, e muitos desenhos de humor adulto.

É uma pena a única jogada inteligente da Sony ter se desfeito, seja por falta de recursos pra novos episódios, ou falta de preparo do publico brasileiro. Bendita seja a internet e o compartilhamento de arquivos!

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Star Trek: Onde nenhum homem jamais esteve…

Depois de escrever sobre meus temores a cerca de Star Trek, fui conferir o resultado. E ele me surpreendeu bastante!

Eu temia que o filme se tornasse algo como um “American Pie no Espaço”, mas não chegou a tanto. O filme é uma excelente aventura e, ainda que em densidade seja inferior aos originais, consegue respeitar a essência de cada personagem.

"Cuidado Spoiler. UM só, mas ele existe!"

Alguns elementos foram radicalmente alterados, porém possuem uma boa explicação para isso. startrekcoverEsse filme não é o passado exato daquela tripulação da Enterprise, e sim: um passado alternativo numa dimensão paralela. Isso é muito bem explicado e encaixado na história. O que ficou muito bom, pois assim eles conseguem atualizar a franquia e rejuvenescer os personagens clássicos que funcionavam tão bem.

Sim, os novos atores conseguem manter o relacionamento admirável entre os personagens, ou, ao menos criam os alicerces para isso. E a USS Enterprise tem sua apresentação como não poderia deixar de ser: grandiosa!star_trek_03_1024

Agora, com esse filme existe a possibilidade de se criar uma nova série de histórias com os velhos personagens. Alias, o final convida a isso!

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Star Trek, mais uma Geração…

Amanhã é a estréia do mais novo filme de J.J. Abrams.

ENTERPRISE-PHOTONSStar Trek é um marco na história, pois abriu precedentes para as loucuras nerds/geeks/otakus. Foi com essa antiga série que surgiu a moda de se realizar Convenções, Encontros, Cosplays, desenvolver Universo Expandido, e outras coisas; não criou mais malucos que confundem ficção com realidade, mas reuniu uma boa parcela deles.

Também influenciou muitos inventores e de certa forma ajudou a desenvolver: Celular, Palm, Lâmina-Laser e Propulsão Iônica (é o sistema de locomoção da Entreprise que foi aplicado numa sonda da NASA em 2007, a sonda Dawn) !!!

Falando nas influências da série, não posso deixar de comentar que também colaborou para o upgrade do Joquempô com a série The Big Bang Theory, e tornou o jogo muito mais interessante, acompanhe:

jakenpoTesoura corta o Papel que cobre a Pedra que esmaga o Lagarto que envenena Spock que destrói a Tesoura que decapita o Lagarto que come o Papel que refuta Spock que vaporiza a Pedra que amassa a Tesoura”.

big-bang-theory-reduzido1Alias, parece que os roteristas de The Big Bang Theory plagiaram o jogo desse site: http://www.samkass.com/theories/RPSSL.html.

Alias, “Alias” também é uma série criada por J.J. Abrams.

Para quem não sabe, Spock é uma espécie de meio elfo alienígena e sua terra média natal é um planeta conhecido como Vulcano, nome também dado à sua raça nesse universo. Sua principal característica (além das orelhas pontudas) é a super valorização da lógica e da razão em sobreposição às emoções.

Star Trek, a série, surgiu em 1966 e durou até 1969 (3 temporadas) mas tornou-se assombrosamente popular apenas depois de terminar. E assim, a série clássica gerou mais 4 séries (Star Trek: A Nova Geração 1987-1994, Star Trek: Deep Space Nine 1993-1999, Star Trek: Voyager 1995-2001, Star Trek: Entreprise 2001-2005) e 10 filmes.

O que havia de tão interessante nessa série? As metáforas filosóficas e a utopia do universo! Por exemplo: A ponte de comando da Enterprise era formada por um russo, um japonês, uma negra e um vulcaniano quando estreiou a série em plena Guerra Fria, além de ser uma época opressora contra negros e mulheres. Assim, temos em Star Trek uma sociedade igualitária e pacífica.

Também sabemos que a maioria das doenças e dos problemas sociais foram resolvidos e a humanidade pôde se dedicar a explorar o espaço. Entretanto, leva consigo ideais modernos como os de democracia, tolerância a diversidade e a primazia da razão e do conhecimento científico ante a intolerância e o fanatismo místico.

E o que teremos agora? Um reboot de Star Trek!

Estou ansioso para conferir o resultado, mas confeso que temo que seja uma versão teen da série. Sei que mudanças são necessárias para tornar o universo de Star Trek mais interessante para o público de hoje, mas sinceramente espero que não façam disso um “American Pie no Espaço”. Muita coisa ruim já foi feita para esse universo e espero que esse filme não seja mais uma.

spock

Vida longa e Próspera!

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Terça-feira, 5 de Maio de 2009

“Life’s for Sharing”

Esse é o slogan da marca de celulares alemã T-Mobile que vem fazendo um fazendo enorme sucesso no “Vocêtubo” com seus comerciais que reunem centenas (no primeiro vídeo e, agora no segundo, milhares) de pessoas.

Enquanto no primeiro vídeo eram “apenas” 400 dançarinos disfarçados,  no segundo são 13.500 pessoas cantando “Hey Jude” dos Beatles.

Inusitado e incrível para qualquer desavisado que estivesse por perto. Gostei de ambos os vídeos e por isso os coloco aqui.

Vi no Bombou na Web e no Brainstorm #9.

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Domingo, 3 de Maio de 2009

Engane-se!

Auto-Ajuda! Não sei se podemos dizer ser isso um gênero literário, culinário, mercadológico ou editorial. Não sei se isso pode ser chamado mesmo de gênero de alguma coisa! Mas a verdade é que Auto-Ajuda é uma parcela muito bem sucedida de livros (e agora filmes também) e chama a atenção de muita gente.

quem_somos_nosAlgumas pessoas se vangloriam dizendo que preferem buscar um livro de Auto-Ajuda em oposição a um Psicólogo ou um Médico, pois assim, ela adquiriria habilidades para vencer seus desafios por si só, sem ajuda alheia! Mas o que é o livro de Auto-Ajuda senão alguém transformado em regras mágicas para alcançar o sucesso? O próprio narrador do livro faz o papel de alguém (o 3º na equação “você e seu problema”) e o pior, alguém que parte de um ponto de vista absolutamente parcial ou genérico de mais para ser específico a você. Mas claro, sempre existirão aqueles que dirão: Isso parece ter sido escrito para mim! Assim como algumas pessoas vêem mapas num floco de Sucrilhos, Jesus nas asas de uma Mariposa ou a Virgem Maria numa Tomografia.

Esse mercado sempre buscou construir receitas para tudo, qualquer que fosse seu problema haveria um manual prático de como o resolver em 10 simples passos na estante da livraria. Como criar filhos? Como ter sucesso profissional? Como ser popular? Como ficar rico? Como ser amado? Como se tornar inteligente? Como ser Feliz? De modo geral, são esses os temas mais comumente tratados pela Auto-Ajuda. E quem nunca em sua breve vida não desejou qualquer um desses conhecimentos?

Parece-me que existem os livros que tratam desses assuntos do ponto de vista dos vencedores (basta fazer como eles e você também vencerá); e, os místicos/religiosos (muitas vezes disfarçados de pseudo-ciência) que trazem uma série de conhecimentos subjetivos para você mudar em si (mude sua forma de pensar e você vencerá).

E, assim caminhava a Auto-Ajuda! Até que essa resolveu pular da estante da livraria para a estante da locadora. Como ninguém pensou nisso antes? Em vídeo a Auto-Ajuda pode atingir um público imensamente maior e mais crédulo, pois nem ler é necessário, basta assistir passivamente. Assim surgiu “Quem somos nós” (What a Bleep do We Know), o discreto pseudo-documentário que logo adquiriu uma legião de fãs.

“Quem Somo Nós?” inovou a mídia e a abordagem. Agora a Auto-Ajuda tem uma nova aliada: A Física Quântica. Não posso deixar de comentar que a Narradora do filme é uma mulher que se diz possuída por um Espírito Guerreiro (Ramtha) de 35.000 anos nativo de um continente mítico e com essa história fundou uma seita da qual a maioria dos entrevistados do filme fazem parte! As religiões também sempre produziram sua Auto-Ajuda, especialmente as espiritualistas, mas “Quem Somo Nós?” vai além: consegue misturar de tudo um pouco, tentando arrecadar fiéis por todos os lados.

Logo depois surge “O Segredo” com um discurso muito parecido com o de “Quem somos Nós?”, porém trocaram o ‘Espírito de um Continente Mítico Extinto’ por um ‘Artefato Místico de uma Sociedade Secreta’, e os ‘Pensamentos Positivos’ pela ‘Lei da Atração’, mas agora, com planejamento de Marketing. “O Segredo” foi revelado em filme, livro, CD, adesivo, caneta, chaveiro, lápis de cor, bottons, bandeirinha etc.

Atualmente, “O Segredo” ainda é a Auto-Ajuda mais popular (há 99 semanas consecutivas na lista dos mais vendidos da Veja) que nada mais é do que uma mistura da velha Auto-Ajuda com Misticismo, Polishop e “O Código Da Vinci” (artefatos proibidos que foram escondidos por sociedades secretas?)

segredo Tanto “Quem somos nós?” quanto “O Segredo” defendem o Pensamento Positivo (velho conhecido da Auto-Ajuda), porém com uma ajudinha da Física Quântica você pode transformar sua Realidade Física, pois com esses Pensamentos Positivos você será capaz de fazer o Universo conspirar a seu favor!

Basicamente, podemos resumir a Auto-Ajuda em Fé e Bom Senso. Não há uma regra sequer escrita num livro de auto-ajuda que alguém de bom senso nunca tenha pensando antes. O que falta é disciplina e motivação suficientes para por em prática o que já sabemos (além é claro, dos impedimentos neuróticos que nos fazem, inconscientemente, repetir nossos erros incessantemente).

Na pior Auto-Ajuda existente nos dias de hoje podemos encontrar características comuns como:

  • Para atingir qualquer coisa, status ou bem material existem apenas 10 regras (os mais revolucionários contam com apenas 7 regras).
  • “Um espírito me disse que…”
  • Hábitos Saudáveis geram Pensamentos Saudáveis que alteram sua realidade.
  • Pensamentos Positivos bastam!
  • A Física Quântica é uma teoria que explica como o Pensamento Positivo pode alterar a realidade do nível atômico ao astronômico.

Para finalizar, não posso deixar de postar os hilários vídeos que satirizam “Quem somos nós?” e o “Segredo”.

Blogs Visitados:

Psicologia dos Psicólogos;

Bestseller da Vez;

Dragão na Garagem.

“That’s all folks”

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Sexta-feira, 27 de Março de 2009

The Kids In The Hall

Aproveitando a deixa do último post, lembrei-me do Kids In the Hall, um grupo de humoristas canadenses igualmente “nonsense”, que sempre me divertiu bastante.

É óbvio que minha intenção não é traçar comparações entre este e o grupo inglês, uma vez que cada qual seja brilhante à sua própria maneira, sem contar a evidente influência que Monty Python exerce em qualquer grupo de humor contemporâneo.

Infelizmente não encontrei nada legendado no youtube, mas vale o registro para os familiarizados com a língua inglesa, e o desafio para aqueles que gostarem e tiverem tempo para legenda-los.


Kids In The Hall - Einstein




Kids In The Hall - Citizen Kane


Outros sketches inperdíveis:

Sarcasmo em seu melhor, ou pior
Assassino em massa
Deus Morreu
Canibal Inexperiente
Gottcha!

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Sábado, 21 de Março de 2009

O Funeral mais Engraçado do Mundo

podcast_153_tit Nessa semana o “melhor podcast do mundo” teve como tema o “Monty Python”, o grupo de humor inglês que influênciou a comédia no mundo.

O humor inteligente e audacioso (essa palavra me lembra isso aqui!) produziou filmes inesquecíveis como “A Vida de Brian” e “Em busca do Cálice Sagrado”, sem contar quadros da série de TV como “a piada mais engraçada do mundo”. (Links para outros excelentes vídeos do grupo estão na página do Nerdcast)

Todavia, o que me fez citar o podcast essa semana foi ter visto através desse imagens do funeral de Graham Chapman (um dos integrantes do grupo), e imagino que tenha sido o Funeral Mais Engraçado do Mundo:

E aqui eu também já indiquei um ótimo vídeo do Monty Python.

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Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Ninguém veio do Macaco…

…apesar da semelhança de uns e equivalência intelectual de outros, Darwin nunca disse que o Homem “veio” do Macaco. Esse argumento foi utilizado pelos cristãos de seu tempo para ridicularizar sua Teoria da Evolução. E, qualquer pessoa com um mínimo de inteligência e conhecimento sabe que o Homem não surgiu de um macaco.

darwin-32 No último dia 12 de Fevereiro comemorou-se 200 anos do nascimento de Darwin e, por isso, muitas reportagens e matérias foram publicadas sobre o dito cujo e seu legado. Porém aproveitaram-se, também, desse momento as Igrejas usurpadoras que pregam a ignorância e a intolerância.

Mas uma publicação em especial me chamou a atenção e devo comentar algumas de suas artimanhas maldosas que servem para confundir e ludibriar o leitor.

Até meados do século 19 ninguém tinha qualquer dúvida de que o homem e todas as e spécies existentes foram criados como são, sem terem sofrido algum tipo de transformação. Mas, em 1859, abriu-se uma polêmica alimentada até aos dias de hoje: a teoria de Charles Darwin, que como o nome indica, é uma teoria, uma hipótese, embora cercada de supostas evidências lançadas por Darwin, cujo bicentenário de nascimento é lembrado neste ano. Tanto tempo e as ideias dele ainda causam alvoroço, por apontar que o ser humano, tal como é hoje, descende do macaco e, portanto, tem origem num animal selvagem. Talvez por isso, a teoria esteja tão longe de ser uma unanimidade.

É para este parágrafo que lhes chamo a atenção. O texto inicia-se quase como um conto de fadas: “Era uma vez uma época linda, quando todos eram cristãos pecadores, penitentes e cheios de certezas, quando surgiu um bruxo malvado que tentou destruir a pureza de todos”. Em seguida junta as palavras Teoria e Hipótese como se fossem sinônimos; que seguindo esse raciocínio poderiamos dizer que a Teoria da Gravidade é também apenas uma teoria, uma hipótese.

atbash-charles-darwin-ape Agora dizer que o Homem descende do Macaco, é um absurdo. Nós continuamos a ser o mesmo bicho de sempre, porém com as devidas transformações evolutivas. Não foi um macaco (desses que conhecemos hoje) que de uma hora para outra passou a caminhar ereto, perder pêlos e pensar. Havia uma espécie específica de animais semelhante aos macacos (assim como somos parecidos com eles nos dias de hoje) que evoluiu de uma maneira única, assim como todos os outros seres vivos do planeta, e acabou por desenvolver a todos nós.

Mas o ponto crucial é que: Evoluir não significa Progredir e é isso que incomoda mais o pensamento religioso. Para os religiosos o Ser-Humano precisa ser superior aos outros animais pois foi criado a imagem e semelhança de Deus. Arrogância e Prepotência deveriam ser pecado!

No texto ainda há muitos outros momentos que se percebe a clara intenção de enganar o leitor. O autor afirma que que os cientistas que acreditam na Teoria de Darwin são um grupo reduzido! Apesar da Teoria já estar estabelecida no meio científico, o autor trata a teoria como se fosse uma construção do pensamento religioso baseada na crença (como o Criacionismo). Você pode não “acreditar” na Teoria da Evolução, mas se tratando de ciência, não há uma outra teoria tão bem sucedida.

Para finalizar, pense que a diferença de nosso DNA para o DNA de um Chimpanzé é de 1,6% e isso é menos do que a diferença genética de um Elefante Africano para um Elefante Asiático, sendo que ambos são evidentemente Elefantes! Alguém discorda?

Esse assunto continuará no futuro…

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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

E o Oscar foi para:…

Aconteceu o Oscar e os vencedores foram revelados. Foi uma apresentação meio chata. Os piores momentos eram nas categorias de atuação, surgiam cinco Jedis no palco para formar o fotalezaConselho Virtual da Fortaleza da Solidão e começavam a bajular o indicado. Não gostei disso. Soou um clima de exaltação à competição, ao vencedor, como se o reconhecimento se desse apenas para aquele que levasse a estatueta! Só faltou utilizarem de novo a frase: And the Winner is…

Masssss… passou! Com poucas apresentações musicais e poucas compilações de imagens, a premiação até que foi rápida.

Melhor Filme
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost Nixon
O Leitor
Quem Quer Ser Um Milionário?
Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Diretor
Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?)
Stephen Daldry (O Leitor)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost Nixon)
Gus Van Sant (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Ator
Frank Langella (Frost Nixon)
Sean Penn (Milk - A Voz da Igualdade)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Mickey Rourke (O Lutador)
Richard Jenkins (The Visitor)

Melhor Atriz
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Meryl Streep (Dúvida)
Kate Winslet (O Leitor)
Melissa Leo (Rio Congelado)

Melhor Ator Coadjuvante
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho)
Josh Brolin (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams (Dúvida)
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Marisa Tomei (O Lutador)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)

Melhor Roteiro Original
Wall-E, de Andrew Stanton e Pete Docter
Milk - A Voz da Igualdade, de Dustin Lance Black
Na Mira do Chefe, de Martin McDonagh
Rio Congelado, de Courtney Hunt
Simplesmente Feliz, de Mike Leigh

Melhor Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button, por Eric Roth e Robin Swicord
Dúvida, por John Patrick Shanley
Frost Nixon, por Peter Morgan
O Leitor, por David Hare
Quem Quer Ser Um Milionário?, por Simon Beaufoy

Melhor Filme Estrangeiro
"Revanche", de Gotz Spielmann (Áustria)
"The class", de Laurent Cantet (França)
"The Baader Meinhof Complex", de Uli Edel (Alemanha)
"Waltz with Bashir", de Ari Folman (Israel)
"Departures", de Yojiro Takita (Japão)

Melhor Animação
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-E

Melhor Fotografia
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
O Leitor
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Direção de Arte
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Figurino
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk - A Voz da Igualdade
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Som
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Quem Quer Ser Um Milionário?
Wall-E
O Procurado

Melhor Efeitos Sonoros
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer Ser Um Milionário?
Wall-E
O Procurado

Melhor Montagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer Ser Um Milionário?
Milk - A Voz da Igualdade
Frost Nixon

Melhor Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Hellboy II - O Exército Dourado
Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora
O Curioso Caso de Benjamin Button, de Alexandre Desplat
Defiance, de James Newton Howard
Quem Quer Ser Um Milionário?, de A.R. Rahman
Milk - A Voz da Igualdade, de Danny Elfman
Wall-E, de Thomas Newman

Melhor Canção
Down To Earth, de Wall-E
Jai Ho, de Quem Quer Ser Um Milionário?
O Saya, de Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Curta-Metragem (animação)
La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato
Lavatory - Lovestory, de Konstantin Bronzit
Oktapodi, de Emud Mokhberi e Thierry Marchand
Presto, de Doug Sweetland
This Way Up, de Alan Smith e Adam Foulkes

Melhor Curta-Metragem
Auf der Strecke (On the Line), de Reto Caffi
Manon on the Asphalt, de Elizabeth Marre e Olivier Pont
New Boy, de Steph Green e Tamara Anghie
The Pig, de Tivi Magnusson e Dorte Høgh
Spielzeugland (Toyland), de Jochen Alexander Freydank

Melhor Curta-Metragem (documentário)
The Conscience of Nhem En
The Final Inch
Smile Pinki
The Witness - From the Balcony of Room 306

Melhor Documentário
The Betrayal
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water

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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

E Hoje Acontece O Maior Evento do Ano!

Não. Não estou falando do Carnaval Carioca!

cartazoscar Hoje acontece a premiação do Oscar que será exibida pelo TNT apartir das 22 horas. E, enquanto acontece o maior evento cinematográfico do mundo, nossa TV aberta estará exibindo o desfile das Escolas de Samba. Cada povo tem o Governo (e a TV) que merece!

Após o inflamado post abaixo, não preciso dizer que eu também não gosto de Carnaval. Eu sempre fui aquele Nerd que prefere passar o feriado de Carnaval em frente à TV vendo filmes ou jogando videogame. E acho que sou um poucos que já tentou entrar no cinema durante um jogo da seleção Brasileira e ficou inconformado quando soube que o cinema estaria fechado durante o jogo! Eu sou Brasileiro e já desisti algumas vezes (como jogar Guitar Hero no Hard ou no Expert)!

Só para comentar uma curiosidade desta semana: há alguns dias saiu na Internet uma suposta lista de vencedores do Oscar, que se existia alguma possiblidade de ser verdadeira, agora já deixou de ser: 2009oscarsleaked

Agora faltam poucas horas para conferir o resultado real.

São poucos os filmes indicados que vi esse ano, mas faço torcida para Wall-E em todas as suas categorias. E ainda há certa expectativa sobre a categoria de Ator Coadjuvante, que é considerada certa a premiação para o falecido Heath Ledger.

Melhor Filme
O Curioso Caso de Benjamin Button
Frost Nixon
O Leitor
Quem Quer Ser Um Milionário?
Milk - A Voz da Igualdade

Melhor Diretor
Danny Boyle (Quem Quer Ser Um Milionário?)
Stephen Daldry (O Leitor)
David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Ron Howard (Frost Nixon)
Gus Van Sant (Milk - A Voz da Igualdade)

Melhor Ator
Frank Langella (Frost Nixon)
Sean Penn (Milk - A Voz da Igualdade)
Brad Pitt (O Curioso Caso de Benjamin Button)
Mickey Rourke (O Lutador)
Richard Jenkins (The Visitor)oscar-2009-wrestler_f_002

Melhor Atriz
Anne Hathaway (O Casamento de Rachel)
Angelina Jolie (A Troca)
Meryl Streep (Dúvida)
Kate Winslet (O Leitor)
Melissa Leo (Rio Congelado)

Melhor Ator Coadjuvante
Philip Seymour Hoffman (Dúvida)
Heath Ledger (Batman - O Cavaleiro das Trevas)
Robert Downey Jr. (Trovão Tropical)
Michael Shannon (Foi Apenas Um Sonho)
Josh Brolin (Milk - A Voz da Igualdade)enquete-oscar-2009-melhor-ator-coadjuvante_f_002

Melhor Atriz Coadjuvante
Amy Adams (Dúvida)
Penélope Cruz (Vicky Cristina Barcelona)
Viola Davis (Dúvida)
Marisa Tomei (O Lutador)
Taraji P. Henson (O Curioso Caso de Benjamin Button)

Melhor Roteiro Original
Wall-E, de Andrew Stanton e Pete Docter
Milk - A Voz da Igualdade, de Dustin Lance Black
Na Mira do Chefe, de Martin McDonagh
Rio Congelado, de Courtney Hunt
Simplesmente Feliz, de Mike Leigh

Melhor Roteiro Adaptado
O Curioso Caso de Benjamin Button, por Eric Roth e Robin Swicord
Dúvida, por John Patrick Shanley
Frost Nixon, por Peter Morgan
O Leitor, por David Hare
Quem Quer Ser Um Milionário?, por Simon Beaufoy

Melhor Filme Estrangeiro
"Revanche", de Gotz Spielmann (Áustria)
"The class", de Laurent Cantet (França)
"The Baader Meinhof Complex", de Uli Edel (Alemanha)
"Waltz with Bashir", de Ari Folman (Israel)
"Departures", de Yojiro Takita (Japão)

Melhor Animação
Bolt - Supercão
Kung Fu Panda
Wall-Ewall_e

Melhor Fotografia
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
O Leitor
Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Direção de Arte
A Troca
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A Duquesa
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Figurino
Austrália
O Curioso Caso de Benjamin Button
A Duquesa
Milk - A Voz da Igualdade
Foi Apenas Um Sonho

Melhor Som
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro
Quem Quer Ser Um Milionário?
Wall-E
O Procurado

Melhor Efeitos Sonoros
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer Ser Um Milionário?
Wall-E
O Procurado

Melhor Montagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Quem Quer Ser Um Milionário?
Milk - A Voz da Igualdade
Frost Nixon

Melhor Efeitos Visuais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Homem de Ferro

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Hellboy II - O Exército Dourado
Batman - O Cavaleiro das Trevas

Melhor Trilha Sonora
O Curioso Caso de Benjamin Button, de Alexandre Desplat
Defiance, de James Newton Howard
Quem Quer Ser Um Milionário?, de A.R. Rahman
Milk - A Voz da Igualdade, de Danny Elfman
Wall-E, de Thomas Newman

Melhor Canção
Down To Earth, de Wall-E
Jai Ho, de Quem Quer Ser Um Milionário?
O Saya, de Quem Quer Ser Um Milionário?

Melhor Curta-Metragem (animação)
La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato
Lavatory - Lovestory, de Konstantin Bronzit
Oktapodi, de Emud Mokhberi e Thierry Marchand
Presto, de Doug Sweetland
This Way Up, de Alan Smith e Adam Foulkes

Melhor Curta-Metragem
Auf der Strecke (On the Line), de Reto Caffi
Manon on the Asphalt, de Elizabeth Marre e Olivier Pont
New Boy, de Steph Green e Tamara Anghie
The Pig, de Tivi Magnusson e Dorte Høgh
Spielzeugland (Toyland), de Jochen Alexander Freydank

Melhor Curta-Metragem (documentário)
The Conscience of Nhem En
The Final Inch
Smile Pinki
The Witness - From the Balcony of Room 306

Melhor Documentário
The Betrayal
Encounters at the End of the World
The Garden
Man on Wire
Trouble the Water

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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Por que eu odeio carnaval?


São tantos os motivos que me rodeiam a cabeça quando me fazem tal pergunta, que fica até difícil enumerá-los. E por conta disto, acabo quase sempre não apresentando motivos sólidos e racionais, deixando-me levar pela explosão espontânea de minha repulsa, direto do sistema límbico para as cordas vocais.

Procurarei então, aqui nas próximas linhas, definir o que mais me incomoda neste repugnante costume primitivo cuja reputação nos dá estereótipo perante o mundo (eu sei, menos revolta e mais argumentos... tentarei!).

Sem querer, já comecei a revelá-los antes da hora, me referindo ao estereótipo do brasileiro bronzeado, bêbado (quase que possuído), e a mulata com chiliques e trajes que pouco deixam à imaginação pervertida de todo bom sacana como eu.

Não, não sou feminista. Porém, o papel da mulher no carnaval me chama bastante atenção: o tamanho do traje da mulata é geralmente proporcional ao tamanho de seu cérebro. Ela sabe, todos fazem questão de lembrar, que a cada tudun da bateria da escola de samba o traje se enterra cada vez mais em suas dobras, acompanhando a atrofia de seu recheio craniano sabor chocolate vencido. Mesmo assim, nossa sociedade prefere uma inspiração de punheta à símbolos de caráter ou sabedoria.

Não, também não sou preconceituoso. Lembrem-se que estamos falando de um “estereótipo”, o estereótipo da mulata do carnaval, e não de toda uma raça, de toda uma nação, nem de todo o gênero feminino.

É claro que ao redor do globo, em várias culturas encontramos semelhantes à esta imagem – mesmo que em menores proporções - como as cheerleaders, misses, etc., porém, estas não são símbolo de um país.

Este é o capítulo da narrativa o qual gostaria de deixar por último, como triunfal conclusão de todo o raciocínio, mas não o conseguirei. Talvez por que tenha mais propriedade sobre o assunto por ser músico, ou por tamanha facilidade do alvo. Refiro-me ao ponto de vista musical do carnaval, sempre chulo, repetitivo e tribal. Seria realmente necessária a composição de quase um exército de “músicos” (sic.) para se reproduzir uma harmonia tão pobre e um ritmo tão primitivo? A resposta é sim. Infelizmente sim. Talvez (eu espero), isso tudo tenha começado com a alta contingência de foliões, pois todos da comunidade têm o direito de se divertir. Outra maneira de conceber o fato, é partindo da idéia de que todo trabalho musical, por menos complexo que seja, depende de certa habilidade e inteligência na execução, o que demandaria um grande grupo de acéfalos, ou seja, a limitação pessoal é compensada pelo trabalho em equipe.

As letras tentam abordar popularmente temas dos mais variados, acompanhando a profundidade intelectual da grande massa, sempre de uma forma banal e generalizada. As frases são musicadas por alguma voz rouca e bêbada (e não estamos falando de nenhuma Janis Joplin, nem Louis Armstgrong, ou nem mesmo Joe Cocker), com variações cromáticas de fácil entendimento até para o público demente.

O carnaval nos traz uma gama imensa de gêneros musicais odiosos como o axé, pagodinho, funk carioca, e outros que por graça maior eu desconheço. Mas retornemos ao meu alvo, que é o estereótipo carnavalesco, pois do contrário me delongaria o bastante para gastar os dedos.

Outro ponto que me causa ojeriza é a poluição visual dos desfiles. Como alguém com o mínimo de bom gosto pode achar aquele show de horrores colorido e brilhante algo de valor estético? Aquilo pode ter sido elegante e glamouroso há alguns séculos atrás, notando que os trajes (quando visíveis) lembram vestimentas vitorianas – com um toque abaianado, entenda como quiser. Por fim, as grandes estruturas móveis a lá cavalo de tróia que carregam a tropa invasora é sempre um brilho a parte, balançando aos remelexos dos “habitantes”, quase que desmoronando.

A esta altura, sinto-me mais seguro para tecer alguns comentários latentes em minha revolta, pois os grandes fãs de carnavais já desistiram de ler tal texto tão extenso, e sem nenhuma figura para lhes dar a comum e necessária sensação de vantagem e trapaça.

Há uma determinada região deste país, em que o carnaval perdura o ano todo, transformando qualquer coisa em motivo de folia. Lugar em que a alternativa de personalidade libertina da festa se torna predominante, justificando a pobreza intelectual de seu povo. Quem de bom senso já conheceu lugares assim sabe do que estou falando. É o caso em que a socialização extrema causa o definhamento social. São pessoas pouco higiênicas, castigadas pelas longas horas de passinhos e pulinhos afeminados, o sol incessante e bebida a role. Não se sabe se o lugar tem problemas de saneamento ou se as pessoas é que o ignoram.

O carnaval, a festa em geral, serve como uma espécie de botão ‘desliga’ à vida cotidiana, fazendo valer toda e qualquer vontade que se têm, com a desculpa da libertinagem proposta neta época. Não tenho nada contra isso, também tenho meus períodos ‘off’, sem os quais eu não me organizaria socialmente. O problema é que uma vez por ano sofremos com apelação desta festa de forma prática, e somos alvo de estereotipagem lá fora durante o ano todo. Ser brasileiro é pular carnaval, ser brasileiro é saber jogar futebol, ser brasileiro é mijar na rua, ser brasileiro é não respeitar nada que lhe é imposto e ter a desculpa de ser um “povo festeiro, caliente e acolhedor”, ser brasileiro é tudo isso e mais um pouco, e nem tenho mais gosto de me prolongar.

Entenderam?

Por Luciano A. Palmas

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