terça-feira, 13 de julho de 2010

A Saga de Ender – Uma verdadeira Saga

No vídeo em que Pablo Villaça critica A Saga Crepúsculo, ele compreende que a autora imbute moralismo e machismo em sua obra e que, talvez, isso seja explicado pelo fato dela ser mórmom. Isso me faz lembrar que um de meus autores mais queridos também é mórmom, porém não percebo essa poluição religiosa em seus livros.

Orson Scott Card é autor de uma das séries mais fantásticas de ficção científica que conheço: A Saga de Ender.

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Sem spoilers, explico apenas que o primeiro livro, O Jogo do Exterminador (Ender’s Game), narra a história de uma criança que foi convocada para servir numa espécie de forças armadas espacial num futuro distante. Nesse cenário a Terra sofreu um ataque alienígena muitos anos atrás e, para se proteger de um novo ataque todo o planeta está se preparando para um possível retorno das malignas criaturas. Para não ser um alvo fácil e desprevinido mais uma vez, crianças superdotadas passaram a ser treinadas desde de muito cedo para que possam ser soldados combatentes melhores e mais bem preparados.

O contato com alienígenas (e uma guerra sem precedentes) proporcionou e exigiu um avanço tecnológico brusco e assombroso, de forma que a moral e a ética desse novo mundo não acompanhou perfeitamente.

Muito mais que uma ficção científica, o livro se dedica a expor os conflitos interpessoais, emocionais e intelectuais, morais e éticos do protagonista. As informações tecnológicas e “científicas” servem apenas como pano de fundo para uma maravilhosa história.

A história continua em: O Orador dos Mortos (Speaker for the Dead). Igualmente incrível, nesse livro a história se passa muitos anos após o Jogo do Exterminador e somos colocados na posição oposta: os seres humanos se alastraram pelo universo e desta vez somos nós que encontramos uma civilização alienígena inteligente e primitiva.

Há também o terceiro volume da série traduzido para a Língua Portuguesa: Xenocídio. Esse último ainda não o li, mas isso será remediado muito em breve.

Os dois primeiros livros ganharam os prêmios de Ficção Científica Hugo e Nébula em anos consecutivos (1986 e 1987). Feito nunca realizado antes por um autor.

Orson Scott Card viveu no Brasil nos anos 70 quando foi missionário de sua igreja. Apaixonado pela cultura brasileira, em seu livro O Orador dos Mortos homenagea nosso país ao escrever sobre uma colônia brasileira nesse futuro distante.

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sábado, 10 de julho de 2010

Sobre Crepúsculo e seus Fãs

Desde o princípio da onda Crepúsculo não me interessei pelos filmes e muito menos pelos livros. Continuo sem intenções de ver ou ler. Porém diverto-me com as discussões travadas entre os amantes da série e aqueles que adoram falar mal. Eu me encaixo entre aqueles que adoram falar mal, mas não farei isso aqui. Pelo menos não diretamente.

A melhor crítica que vi sobre o assunto veio de Pablo Villaça, principalmente quando define o vampiro charmoso da saga: “ele brilha, voa, e mora na floresta: isso não é um vampiro, ele é uma fada”! Simplesmente hilário. Veja o vídeo:

Não preciso dizer aqui o que penso sobre essa interpretação de vampiro, basta ler um antigo post meu: Sanguessuga Mitológico.

O que eu diria para os fãs fanáticos de Crepúsculo é que eles podem gostar dos livros e dos filmes sem problema algum, mas também lhe é exigido algum sendo crítico. As pessoas podem gostar de algo que julgam não ser a melhor coisa produzida neste mundo.

Mesmo os fãs mais hipnotizados por Star Wars reconhecem a desgraça que veio a ser a nova trilogia, ainda que se divirtam assistindo-a.

Quantas vezes não fui ao cinema assistir um bom filme na tela, mas por alguma razão não gostei. Ou o contrário: gostei, mas reconheço ser um filme ruim.

O que nos faz gostar ou não de algo é subjetivo e essencialmente emocional, não faz parte da razão e do intelecto. E é interessante sabermos separar as coisas para que possamos identificar nossas paixões. Isso faz parte de um processo de autoconhecimento, importante para o crescimento (intelectual e emocional) de qualquer pessoa.

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Talvez Crepúsculo tenha uma linguagem fácil e acessível compatível com a exigência moderna de velocidade na informação (fast-food), e com conflitos básicos e superficiais, porém vividos com intensidade por milhares de adolescentes, consegue atrair fãs apaixonados e desmedidos. Um adulto talvez goste justamente por identificar essa intensidade juvenil das paixões que um dia teve ou desejou ter. Fantasias Infantis. Considerando o que leio por ai, Crepúsculo não me parece muito diferente da fantasia do príncipe num cavalo branco.

Os livros de Harry Potter passou pelo mesmo e hoje me parece estar consolidado como uma boa diversão. A diferença com relação aos filmes é que esses são indiscutivelmente bem produzidos e com participação de atores ingleses consagrados.

Será que Crepúsculo alcançará um tempo assim? Um mínimo de qualidade é necessário para perdurar, alguns anos que sejam!

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Séries que ainda valem a pena…

Lost acabou e ninguém encontrou a luz que procurava. Tenha você gostado ou não do final de Lost, uma coisa é certa, todos ficaram órfãos de seu novelinha semanal.

Pois bem, o que ver agora? Eis meu questionamento.

Não me parece haver nada parecido com Lost, dentro de uma temática de mistério, com enigmas e conflitos interpessoais, além de um toque sobrenatural e tecnológico. Engano meu, existe sim e talvez essa série seja “Fringe”, que teve uma ótima segunda temporada (o começo da temporada foi meio morno, mas depois…) : destaque para o episódio 18 - “White Tulip”poster_fringe-c4 que só por este, a série como um todo merece as melhores críticas.

FlashForward tinha uma boa premissa, porém me decepcionou profundamente com um enredo perdido e um episódio de vergonha alheia seguido de outro, mas, felizmente, já cancelaram qualquer fantasia de continuação.

O meio do ano não é o melhor momento da TV, de forma que só nos resta esperar até o segundo semestre quando recomeçam as novas temporadas e, podemos esperar por:

Fringe – 3ª Temporada (Setembro - 2010) – como já dito, teve uma excelente segunda temporada. 

Dexter – 5ª Temporada (Setembro – 2010) – demorei para descobrir essa série, mas quando a encontrei, assisti todas as temporadas de uma só vez. A 4ª Temporada teve a participação premiada de John Lithgow. Excelente! Para quem gosta de serial-killers simpáticos.

Weeds – 6ª Temporada (Agosto – 2010) – um pouco mais leve que as outras série citadas, mas não menos interssante e divertida. Acompanhamos uma bela dona de casa que resolve vender maconha para manter seu padrão de vida; bom, isso foi o começo. Depois de 5 temporadas muita coisa aconteceu e o contexto da próxima temporada deverá bem diferente.

Não faz parte das séries que retornam no segundo semestre, mas merece menção:

breaking-badBreaking Bad – a 3ª Temporada acabou de acabar! Porém a 1ª temporada voltou a passar na TV paga agora a pouco. Com certeza uma das melhores séries em exibição. Merece toda a atenção. Cada episódio muito bem dirigido, muito bem escrito, com uma bela fotografia e uma atuação invejável dos fantásticos atores dessa série.

Essas são algumas das séries que me chamam a atenção e espero por vê-las. Depois que elas acabarem, continuarei a procurar novas séries para acompanhar…

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