terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Minutos de Sabedoria

Como pessoas aparentemente saudáveis e inteligentes podem acreditar em coisas tão delirantes como serpentes falantes, gestantes virgens e etc?

“Religulous” (Larry Charles, 2008) é um sátiro e inteligente documentário que vem colaborar com nossas dúvidas e não com as certezas dos outros.

Bill Maher, roterista e comunicador desse documentário, é um apresentador de TV e comediante americano que tem um importante papel social: desmoralizar os fanáticos religiosos do planeta e devolver a racionalidade e o bom senso para a sociedade.

Não é tão recente, mas vamos colaborar para sua divulgação (pois isso não ocorreu por aqui).

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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Miolos na Terra dos Zumbis

Há alguns dias atrás assisti ao filme “Zombieland” (Zombieland, 2009), de Ruben Fleisher. Desde então fiquei pensando em escrever algo sobre zumbis.

zombieland

De modo geral essas criaturas são fétidas, putrefatas e famintas por carne humana. Não há mais distinção entre as pessoas; todos são perigosos em potencial. O elemento epidêmico é uma consequência de sua fome insaciável e contagiosa. Depois que o primeiro foco de epidemia surgir, não há mais o que fazer. Só poderemos tentar sobreviver em meio a morte-viva. E os zumbis continuarão a dominar o mundo sucessivamente.

Façamos rapidamente uma retrospectiva dos últimos filmes de zumbis desta década:

exterminio Acredito que tenha sido com “Extermíno” (28 Days After, 2002), de Danny Boyle, que os zumbis sofreram um upgrade e foram reinventados. No passado qualquer mortal poderia driblar um pobre zumbi faminto pela tangente numa corrida, mas desde então eles passaram a correr (e muito), dificultando as possibilidades de sobrevivência. O filme começa muito bem com uma Londres ensolarada e sem vida; mas nas sombras e ao cair da escuridão mostra-se tomada pelos mortos. O final é menos empolgante, mas o filme vale a pena.

Logo depois, em 2004 temos a refilmagem de “A Madrugada dos Mortos” (Dawn of the Dead, 2004), de Zack Snyder e George Romero, que já faz um excelente uso desse recurso velocista dos mortos-vivos. Um Shopping usado como forte pelos humanos não é a melhor escolha de sobrevivência, segundo o clássico clichê comentado logo abaixo.

OBS: George Romero quando não dirige, produz filmes sobre zumbis. Há pelo menos 5 ou 6 filmes de Mortos-Vivos só dele.

Em “Terra dos Mortos” (Land of Dead, 2005), também de George Romero, somos apresentados ao desenvolvimento gradual da inteligência dos zumbis, além de uma concepção levemente interessante de uma sociedade humana estruturada a partir de um novo conceito: os zumbis domiram a Terra. Pena que o filme não leva a lugar nenhum.

Seguindo essa cronologia, em 2007 estreiou a decepcionante sequência de Extermínio: “Extermínio II” (28 weeks After, 2007), de Juan Carlos Fresnadillo, e em 2008 os zumbis dominaram a TV com a curiosa série “Dead Set” (Dead Set, 2008).

deadset

“Dead Set” ironiza quando vemos que os únicos sobreviventes são os personagens de um Reality Show no melhor estilo Big Brother. Mortos-Vivos assistindo TV, na TV.

A maior dificuldade nesses filmes é conviver com as diferenças. Os grupos sempre heterogêneos despertam o que há de pior na humanidade e fadam a morte. O desespero de alguns poderia ser superado com o auto-controle de outros, mas o egoísmo e a ganância sobrevalece.

Apesar das explicações sobre suas origens nos filmes: possessão demoníaca, vírus, loucura, gás venenoso, determinação divina, não importa: zumbis são divertidos.

E agora, eis que surge “Zombieland” retomando o elemento cômico dessa morte irônica e insistente. Como na maioria das histórias sobre o tema, os zumbis dominaram o mundo conhecido e civilizado e os personagens precisam sobreviver a essas criaturas decerebradas que seguem um instinto primitivo e insaciável. Recomendo!

Uma cena que não pode faltar num filme sobre zumbis é um grupo de sobreviventes invadindo um supermercado e fazendo a festa até serem atacados. O clichê apela, mas talvez quando eles se preocuparem com o zombieland-palhaco2necessário e o edificante, apenas talvez, eles tenham maiores chances de viver.

Ainda bem que continuamos a ser excentricamente únicos, criativos e civilizados com a belissíma capacidade de aprender!

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

RPG, onde está você?

rpg “Você sabe o que é RPG? E não, não estou falando da Reeducação de Postura Global”. Hoje em dia, acredito eu, essa clássica pergunta está perdendo o sentido por 2 razões:

Primeiro porque mais pessoas sabem o que é, vagamente, um RPG, basicamente por conta dos jogos eletrônicos (porém alguns nem sabem o que é um livro de RPG). Segundo porque há cada vez menos pessoas interessadas no assunto.

Não tenho me interado sobre o assunto faz algum tempo, então não posso fazer uma avaliação muito precisa. Mesmo assim, percebo que nem as Igrejas que veem o demônio em tudo que lhe é desconhecido estão se prestando ao trabalho de difamar o jogo. Que chato.

Todas aquelas discussões do passado que visavam popularizar o RPG no Brasil foram em vão. Os livros continuam cada vez mais bonitos e mais caros e os títulos não mudaram muito daquela época: D&D versão X.Y.Z; GURPS qualquer coisa a gente faz; Storyteller nas trevas; e aquelas mesmas coisas nacionais (Tormenta, Daemon).

rpg1Revistas sobre o assunto? Parece ser impraticável num meio cheio de egos e meninices. Uma revista sobre RPG que tivemos foi interessante em alguns momentos e edições. Mas perdeu–se muito tempo adaptando qualquer coisa para qualquer sistema (destaque para desagradável moda otaku). Informações sobre o RPG no mundo continuam sendo parcas e porcas. E resenhas de livros? É lenda.CHA23106a

Onde está o “Call of Cthulhu” em português mesmo? Nem mesmo títulos clássicos de sucesso foram traduzidos.

E aquela história sobre RPG e educação? Vi alguns livros criados exclusivamente para esse propósito, mas eram livros de baixa qualidade e desinteressantes com histórias prontas sem muita criatividade. Era algo como “o politicamente correto aplicado ao RPG”.

Jogar RPG é como uma Arte. Você deve aprender algumas técnicas para que depois você possa transcender, libertar sua criatividade e melhor expressá-la. Mas deve-se valorizar a criatividade desde o início.

Há muitos conceitos interessantes no jogo que deveriam ser melhor explorados, mas me parece ser um mercado cada vez mais fechado e desinteressado em estimular todo o potencial dessa jovem arte. Uma pena!

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