“Você sabe o que é RPG? E não, não estou falando da Reeducação de Postura Global”. Hoje em dia, acredito eu, essa clássica pergunta está perdendo o sentido por 2 razões:
Primeiro porque mais pessoas sabem o que é, vagamente, um RPG, basicamente por conta dos jogos eletrônicos (porém alguns nem sabem o que é um livro de RPG). Segundo porque há cada vez menos pessoas interessadas no assunto.
Não tenho me interado sobre o assunto faz algum tempo, então não posso fazer uma avaliação muito precisa. Mesmo assim, percebo que nem as Igrejas que veem o demônio em tudo que lhe é desconhecido estão se prestando ao trabalho de difamar o jogo. Que chato.
Todas aquelas discussões do passado que visavam popularizar o RPG no Brasil foram em vão. Os livros continuam cada vez mais bonitos e mais caros e os títulos não mudaram muito daquela época: D&D versão X.Y.Z; GURPS qualquer coisa a gente faz; Storyteller nas trevas; e aquelas mesmas coisas nacionais (Tormenta, Daemon).
Revistas sobre o assunto? Parece ser impraticável num meio cheio de egos e meninices. Uma revista sobre RPG que tivemos foi interessante em alguns momentos e edições. Mas perdeu–se muito tempo adaptando qualquer coisa para qualquer sistema (destaque para desagradável moda otaku). Informações sobre o RPG no mundo continuam sendo parcas e porcas. E resenhas de livros? É lenda.
Onde está o “Call of Cthulhu” em português mesmo? Nem mesmo títulos clássicos de sucesso foram traduzidos.
E aquela história sobre RPG e educação? Vi alguns livros criados exclusivamente para esse propósito, mas eram livros de baixa qualidade e desinteressantes com histórias prontas sem muita criatividade. Era algo como “o politicamente correto aplicado ao RPG”.
Jogar RPG é como uma Arte. Você deve aprender algumas técnicas para que depois você possa transcender, libertar sua criatividade e melhor expressá-la. Mas deve-se valorizar a criatividade desde o início.
Há muitos conceitos interessantes no jogo que deveriam ser melhor explorados, mas me parece ser um mercado cada vez mais fechado e desinteressado em estimular todo o potencial dessa jovem arte. Uma pena!

1 comentários:
E como a gente muda isso? Eu só vejo uma saida: vamos jogar. Já!!!!!!!!
Tiremos nossos Dtrocentos da gaveta e assopremos a poeira dos cenários que nos aguardam apaixonados.
O tempo que aguardaram silentes lhes maturaram tenros e seu perfume é agora ainda mais encanto!
Devoremo-os, pois eis! eles mesmo anseiam por serem deliciados, se coalescendo assim ao nosso mais profundo.
Seguiremos nós e eles, inexoravelmente reais e vivos!
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