sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Send a Bullet (Manda Bala) - O Documentário Proibido

Em 20 de Janeiro, estreiou nos EUA o documentário "Send a Bullet" (Manda Bala, no Brasil). O estreante diretor americano, John Kohn, é filho de uma brasilera com um argentino, e motivado pelas indignações políticas e sociais do pai resolveu filmar esse documentário.
O filme propõe que a corrupção política não é um simples crime de desvio de dinheiro público, mas um crime violento contra o povo. Traça uma ligação entre a corrupção política, a violência pública, com destaque aos nossos queridos sequestradores que amputam as orelhas de suas vítimas, e os médicos brasileiros que desenvolveram técnicas de reconstrução de orelhas. Parece complicado fazer essa relação toda, mas só depois de ver o filme é que poderemos dizer.
O diretor entrevistou políticos e bandidos (redundante?) durante as filmagens e de alguma forma conseguiu ofender pessoas poderosas por aqui, pois Kohn está enfrentando problemas legais para estreiar o filme por aqui. Em entrevista, disse que foi ameçado de processo caso o filme passe no Brasil, e nossa legislação não protege Documentáristas, como protege Jornalistas.
Exatamente por isso, não há previsão de estreia no Brasil. Então parece que vai demorar um pouco mais para vermos esse filme.
E é justamente por conta dessa dificuldade de estreiar no Brasil que fico mais motivado a assistí-lo. O que tem no filme de tão especial para ser "proibido" de passar aqui?

Devemos prestar atenção, pois provavelmente, quando o filme sair por aqui, sairá direto em DVD e não haverá nenhuma notícia sobre o assunto, tornando-o em apenas mais um filme empoeirado e esquecido nas prateleiras.

Send a Bullet conquistou o prêmio de Melhor Documentário em Sundance Film Festival.


Trailer:


Fonte:
BBC Brasil

6 comentários:

edson disse...

Achei uma grande baboseira impedir que esse documentário venha ao Brasil. Ele é tão simplista e pretensioso que não seria nocivo (ou qualquer coisa desse tipo) ao Brasil. Torná-lo proibido só faz com que Manda Bala pareça ter verdades que não podem ser mostrar.

Chaves disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Chaves disse...

Essa porcaria de filme é tão honesta quanto o Jader Barbalho.

Colocar um cara que enche a bundinha de dinheiro bindando carros dando a palavra final sobre violência a em São Paulo? Que é que há?

Sou mais esperto que isso

Luiz Silveira disse...

Chaves,

Seu pensamento é típico do brasileiro de merda.

Pq ele é rico não pode ter opinião? Tenta analisar com um pouco mais de critério.

A crítica está tambem em torno de cidadãos brasileiros ricos que ganham a vida honestamente (Oh, existem mesmo! Ser rico não é pecado!) e que não conseguem viver em paz por causa da violência.

Faz um contraponto com a corrupção brasileira que acarreta toda a desigualdade.

Enfim, é filme pra pensar um pouco mais. Mas tá difícil né, brazuca.

Leandro disse...

Acabei de ver o filme. Achei muito interessante e sensata na conecção que o diretor faz entre os ladrões de colarinho branco, a miséria do povo e a situação de insegurança. Claro que a situação é muito mais complexa do que isso e que o cara fez um filme pra vender para "gringo" (cheio de lugares comuns e aquelas coisas que adoram ver como a favela, a "republica de banana", etc etc) Mas sempre vale a reflexão e a conclusão de que niguem quer saber de ajudar, se nos brasileiros não fizermos o que nos cabe, esse pais vai continuar a ser como é.

Señora Castillo disse...

"Quando o rico rouba do pobre... o pobre rouba do rico"

É um documentário que foi vedada a reprodução no Brasil, embora fale do País, Vencedor do Festival de Sundance.
O que mais agradou na obra, (afinal é assim que devo chama-la, pois a fotografia e a trilha sonora são dignas de tal elogio) foi sem dúvidas a maneira como foi abordada a questão da violência no Brasil mostrando aonde começa (Em Brasília) e como termina (Na periferia), ou seja um olhar a criminalidade de forma holística.
Afinal O Povo é o retrato daqueles que estão no poder. Não é mera conhecidência o Nosso "Querido" Presidente da República não ter nem o segundo grau e no Brasil ter 16 milhões de analfabetos.

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